INOVA BERRINI

Berrini: o comércio ainda resiste

Completamos este mês um ano desde o anúncio das medidas de combate à pandemia da Covid-19. O setor de serviços responde por mais de 50% do PIB e pela maior parte da geração de emprego e renda no Brasil. Envolve diferentes ramos como eventos, bares, restaurantes e comércios, setores estes duramente atingidos com as medidas restritivas de funcionamento impostas pelo Plano São Paulo.

Cada pronunciamento do governador João Dória é acompanhado de apreensão, incertezas e ceticismo entre os comerciantes da região da Berrini. Se por um lado há um cenário crescente de aumento de casos, óbitos e ocupação de leitos nas UTI’s, de outro, o comércio luta para sobreviver à crise. Cumpriram as exigências e protocolos de segurança e distanciamento, adaptaram-se ao delivery e atendimento remoto. Tudo isso não foi suficiente para recuperar as perdas pois a região nem de longe lembra o movimento que tinha há um ano atrás, quando o home-office ainda era realidade distante para a maioria das empresas.

Fizemos uma pesquisa para saber a situação atual dos comércios do Brooklin e qual a expectativa sobre o futuro. A pesquisa faz parte da ação TODOSPELOBROOKLIN, movimento de união do comércio local para promover, incentivar e apoiar o comércio local. Confira:

Pesquisa Todos pelo Brooklin:

Responderam a pesquisa 90 comércios entre restaurantes, lojas, salão de beleza até hotéis situados no Brooklin.

Somados, os comerciantes que responderam à pesquisa pagam mais de R$ 2 milhões de reais em IPTU por ano e são responsáveis por 1.000 empregos diretos. Ou melhor, eram responsáveis pois desde o início da pandemia tiveram que demitir 50% em média do seu quadro.

Quando se trata de perdas de receita comparadas no ano anterior à pandemia, os números são ainda mais alarmantes : 74% dos entrevistados tiveram suas receitas reduzidas a menos da metade do que era.
Ainda assim, houve 2 entrevistados que declaram ter aumentado a receita e 3 comércios abriram no pós-pandemia.

Sobre as expectativas perante o futuro, 22% não acreditam que o movimento retornará ao normal no primeiro semestre e 66% responderam que não volta mais este ano! 57% perceberam um aumento de assaltos e furtos e 83% sentiram na pele os aumentos dos insumos como água, energia, combustível e matéria-prima. Diante deste cenário, quase 20% responderam que pretendem fechar definitivamente as portas nos próximos 3 meses.

Todo comércio conta histórias do bairro onde se encontram. São o ponto de encontro dos moradores e também de quem trabalha pela região. Por trás de cada sorriso, de um bom dia ou boa tarde, da frase dirigida aos clientes “O que vai levar hoje?” estão empreeendores que aprenderam neste ano de pandemia a serem fortes e resilientes para não deixar a luz se apagar.

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3 comments

  1. Eliana Ribeiro disse:

    Parabéns pela matéria , nosso hotel faz parte dessas alarmantes estatísticas . Será necessário mais que resiliência para recuperarmos tudo que a pandemia nos trouxe de prejuízo , sem contar os prejuízos que colaboradores e parceiros terceirizados ligados ao nosso negócio,

  2. Mirtes Watanabe disse:

    Ótima matéria que reproduz todo o sentimento de empresários e comerciantes do bairro e de todo o Brasil. Nessa disputa política, quem está pagando a conta, como sempre, são as pessoas que geram emprego, pagam os impostos e tbm o trabalhador e suas famílias!

  3. Sônia Serra disse:

    PARABÉNS!
    Entendo que essa proposta de “ UM POR TODOS, TODOS POR UM” é muito estimulante e faz o caminho mais fácil.

    Moro nó Bairro há mais de 40 anos. Não existia Berrini nem Av. Bandeirantes. 
    Estou muito feliz por participar dessa iniciativa .

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